Emerson Fernandes

Emerson Fernandes

MILONGA DE LIDA CRUA

Milonga de costear touro
Nos rodeios nas alçadas
Que provocam revoadas
De marrecas nos juncais
E donde o minuano agrega
E ensiste em dobrar macegas
Resonando em banhadais


Milonga de "voltia"as o"oveia"
E revisar a febre do casco
Que sempre segue ao compaço
Dos mormaço de janeiro
Bancando um baio intonado
Que a tempos foi domado
Num serviço costumeiro

Canto a safra,brotação de campo
Benzida pelo o dom da lua
Cada volta a cavalo é um verso
Pra uma milonga de lida crua

Milonga de fazer boi
Num parar de um pealo
Planchando se faz regalo
A quina viva do castrador
Cresce as tropas pra fronteira
Tine a marca borradeira
E firma o braço o coleador

Milonga de estender potro
Que é pego na lua certa
Bem puxado em redea reta
Capricho tem seu valor
Gasta o aço a maçaneta
Canção de espantar sotreta
criando rastro ao corredor

E F

   MILONGA CORPO DE GATO


Milonga forte e pontiada,amadrinhada
Pelo cantador
Milonga da madrugada de quem anda na estrada
Campindo um amor

Milonga loca das patas,como a ingrata que um dia
Partiu
Milonga corpo de gato,pontiada no ato
Buscando o asoviu

Evoco a dor da partida
Numa milonga batida
Com froreio de fronteira
No geito canto entonado
No peito a dor do passado
Ha!! melodia campeira

Milonga loca por farra batendo garra
Buscando o peral
Milonga dona da sina,mãe das minhas rimas
E de um verso bagual

Milonga raiva de guerra,gurdada na terra
Com inspiração
Milonga é vento e tormenta,que o indio enfrenta
A guaqueaço e trovão

E F