Sou da estirpe legendaria
Fusão de indio e europeu
Fui fruto do apogeu
No berço das reduções
Catequizado e selvagem
Fui povoando a paisagem
Por gado e por plantações
Ja tive em frente de tropa
Livre ao sabor do vento
Preso a um só sentimento
Lutando por igualdade
E um grito ficou de herança
Que Sepé plantou com a lança
Pra os louros da liberdade
Na aurora desta terra
o ontem rebrota amanha
Na bensão do pai tupã
Refletida na boeira
Guia nossa esencia pura
Que é o esteio da cultura
nativista e de fronteira
Hoje eu vivo em bordões
No canto dos payadores
Num transplante de valores
Um eco acorda do sono
Ressoa o alambrado no peito
De um grito impondo respeito
Porque "èsta terra tem dono"
Um canto unindo trez patrias
Um sólo guardado em guitarra
Uma voz alça voou e dispara
Contra a utopia estrangeira
Pilchado me ponho fardado
De um exercito formado
Nativista e de fronteira
E F
NUMA RADIO EM CASTELHANO
Uma noite de garoa
Sem ter nada pra fazer
Escrevendo um verso atoa
E sem ter nada pra dizer
Um lampião de lume aceso
E um poéta mais isano
Ve um tema de desprezo
Numa radio em castelhano
E neste tango argentino
Falava dos olhos teus
E não aceitar o destino
È bem melhor que um adeus
Onde tu andas agora
Oque custa escrever
Mesmo que tu foste embora
Não mudou "nuestro querer
E F