Emerson Fernandes

Emerson Fernandes

domingo, 28 de fevereiro de 2010

AOS OLHOS DOS OUTROS

Aos olhos dos outros
Sou um pobre coitado
De brio abalado
E de bolso "vaziu"
Pois sou seguimento
Vivendo o momento
Que o tempo pariu

Aos olhos dos outros
Minha cara é de brabo
De ar amarrado
Que que posso fazer?
Deus assim me moldou
E na verdade quem sou
Ninguem vai saber

Tem gente que vive
Em regras impostas
Buscando respostas
Em um rumo a esmo
Vivendo envoltos
Aos olhos dos outros
Do que pra si mesmo

Aos olhos dos outros
Sou uma ameaça
Campiando a negacia
Pra um golpe medonho
Tantos que tem intenção
Não praticam a ação
E termina em sonho

Aos olhos dos outros
Não tenho futuro
Vivendo no escuro
Pra luz da razão
E aos que falam de mim
Eu respondo assim
Ninguem paga meu pão

E F

Um comentário:

  1. Comece a ser mais rígido na contagem de sílabas poéticas, que você vai longe.

    O mais engraçado é saber que na obra poética e escrita do MODERNISTA Vinícius de Moraes, que não virou música, o que mais marcou foram os seus sonetos decassílabos TRADICIONAIS.

    No google você poderá achar técnicas de rima através dos termos "versos heróicos". Versos heróicos são aqueles em que a sexta sílaba é sempre tônica em um verso de dez sílabas.

    Vale lembrar que as sílabas poéticas devem ser contadas unindo as vogais do final das palavras com o início da próxima.

    Não falo isso à toa, são mais de 700 anos de tradição de soneto, que escrevem por mim, boa sorte.

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