Uma estancia no uruguay
Nos idos de antigamente
Um casarão imponete
E um estânciero afamado
Que por falacia ou verdade
Virou lenda na cidade
Ter um tesouro guardado
E um casamento na estância
Duma filha do posteiro
Foi um baita de um entrevero
Tinha gente do povoado
O velho em votos falou
Que o amor que conquistou
Tinha em seu quarto guardado
Tendo a cobiça atiçada
Dois peões ambicioneiros
De planos e olhos ceteiros
Pra numa noite calada
Sairem da escuridão
De dentro do casarão
Com a tal fortuna afamada
Em uma carreta de boi
Seguiram os trez pela estrada
Uma só ansia firmada
No tesouro atentador
Mas ao romper o cadiado
Viram que o ouro guardado
Eram então cartas de amor
Deu até pra dar remorso
No coração do ladrão
Quem não teve uma paixão?
Ou uma carencia de afeto?
Pois devolvendo as lembranças
Anivelaram as balanças
Entre o certo e o incorreto
E o velho sempre esperava
Todo o dia do carteiro
Só um amor de verdadeiro
Numa vida derradeira
E na mesma historia ingrata
Ele relia as mesmas cartas
Como se foçe a primeira
Emerson Fernandes
sábado, 27 de fevereiro de 2010
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